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MADREDEUS-1986

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Mensagem  PapaNJam Qua Jun 25, 2008 8:49 am

Em 1986 começam os primeiros ensaios com Pedro Ayres Magalhães e Rodrigo Leão que queriam tocar música de raiz popular inspirada na poesia portuguesa. Pedro dedica-se à guitarra clássica e Rodrigo pega nas teclas. Pouco tempo depois entra o acordeonista Gabriel Gomes, colega de Rodrigo nos Sétima Legião. Em Outubro desse ano é convidado para o grupo o violoncelista Francisco Ribeiro.

Fazem audição a várias cantoras e quem conseguisse cantar "A Sombra" (tema que fazia parte do filme "De Uma Vez Por Todas" de Joaquim Leitão) era aceite. É escolhida Maria Teresa Salgueiro que fazia parte dos Ameni e que também cantava fado.

A partir de Março de 1987 passam a ensaiar no Teatro Ibérico que ocupava parte do antigo convento da Madre de Deus. O primeiro disco seria gravado aí, na antiga igreja de Xabregas, durante a noite, em Julho de 1987. As primeiras apresentações ao vivo aconteceram, em Novembro, nos concertos de apresentação do álbum "Mar de Outubro" dos Sétima Legião.

O duplo álbum "Os Dias da Madredeus" seria editado em Dezembro de 1987. O disco incluía temas como "As Montanhas", "A Sombra", "A Vaca de Fogo", "A Estrada do Monte", entre outros.

O grupo começa a dar os seus primeiros espectáculos. A 21 de Agosto actuam pela primeira vez nos Açores, durante o festival Maré de Agosto.

Em Dezembro de 1988, os Madredeus e os Mler Ife Dada deslocam-se a Bolonha (Itália) a convite da delegação portuguesa à Bienal dos Jovens Artistas do Mediterrâneo.

A internacionalização da banda continua, em Junho de 1989, com a participação do grupo no Festival da Juventude em Pyongyang, na Coreia do Norte.

Em 1990 é editado o álbum "Existir" que contou com a participação do Tó Pinheiro da Silva. O disco obtém grande sucesso chegando a disco de platina e arrastando as vendas do primeiro disco.

Nesse ano deslocam-se a Viena de Áustria e fazem a primeira viagem a Macau. Também é editado em CD o primeiro álbum, embora amputado do tema "A Estrada do Monte".

A convite da Câmara Municipal de Lisboa, viajam até Florença para actuarem durante uma Semana da Cultura Portuguesa. Dão o seu primeiro concerto em Espanha, em Barcelona. A 30 de Abril de 1991 actuam no Coliseu dos Recreios onde gravam o duplo álbum ao vivo "Lisboa" que contou com a participação especial de Carlos Paredes.

Em 1991 fazem a primeira digressão em Portugal que foi um grande êxito. Em Setembro desse ano deslocam-se à Bélgica, com os Sétima Legião e Trovante, para actuarem durante a Europália/91. Actuam com bastante êxito nesse evento. A seguir pedem apoio à Secretaria de Estado da Cultura para fazer um press-kit com um video, fotografias, posters e um texto de apresentação em várias línguas. O press-kit seria enviado para os contactos que tinham estabelecido na Europália. Ao mesmo tempo procuraram agentes que os representassem em países como a Bélgica, França e Alemanhã.

Actuam em Sevilha, durante a Expo-92, vão a França, Suiça, e novamente à Bélgica onde é editado o álbum "Existir". Seguir-se-ia a Holanda e o Japão . O grupo estava lançado na rota internacional.

O álbum ao vivo "Lisboa" é editado na primeira semana de Dezembro de 1992, nos formatos de duplo CD, dupla cassete e triplo álbum.

Pedro Ayres Magalhães, envolvido no projecto Resistência, convida o guitarrista José Peixoto a tomar o seu lugar nas actuações ao vivo. O grupo torna-se um sexteto com dois guitarristas.

Teresa Sagueiro, Francisco Ribeiro e Gabriel Gomes participam no álbum a solo de Rodrigo Leão, "Ave Mundi Luminar" de 1993.

Em 1994 entram em estúdio para gravar a versão de "Maio, Maduro Maio" para o álbum "Filhos da Madrugada".

São convidados pelo realizador Wim Wenders a fazer a banda sonora do filme realizado por encomenda da Lisboa 94-Capital Europeia da Cultura.

É editado o disco "O Espírito da Paz" e Rodrigo Leão anuncia a saída do grupo para se dedicar à sua carreira a solo. É substituído no grupo por Carlos Maria Trindade.

Em Janeiro de 1995, Wim Wenders desloca-se a Portugal para gravar os clips de "O Sol da Mouraria" e de "Alfama". Em Março é editado "Ainda" (a banda sonora do filme "Lisbon Story") por ocasião da estreia do filme de Wenders. No final de Junho viajariam para os Açores, para participar nas filmagens do documentário do holandês Rob Rombout sobre o grupo.

Durante o mês de Agosto realizam uma série de concertos ao ar livre em locais históricos do país. Actuam depois no Parque Ibirapuera, em São Paulo, acompanhados por uma orquestra dirigida por Jacques Morelenbaum. Fazem também os primeiros espectáculos nos Estados Unidos .

Em Novembro de 1996 é lançado o livro "Um Futuro Maior" de Jorge P. Pires com a biografia do grupo.

Em 1997 é editado o CD single "Ambiente Pacífico" com os temas "Pregão" ("Pregão Moçárabe Remix") e "Alfama" ("Alfama Mix" e "Alfama Dub"), remisturados por Jah Wobble.

Em Junho de 1997 é anunciada a saida de Gabriel Gomes e Francisco Ribeiro. Para o grupo entra o baixista Fernando Júdice.

Em Agosto de 1997, os Madredeus gravam, em Itália, o álbum "O Paraíso", o primeiro disco do grupo com distribuição mundial, que seria editado em Outubro desse ano.

Em 6 de Julho de 1998 é editado o álbum ao vivo "O Porto", gravado nos dias 3 e 4 de Abril, no Coliseu do Porto.

Em 2000 seria editada a colectânea "Antologia" que inclui dois temas inéditos: "Brumas do Futuro", escrito para a banda sonora do filme "Capitães de Abril" e "Oxála".

O álbum "Movimento" é editado no dia 9 de Abril de 2001.

No início de 2002 é lançado o disco "Madredeus Electrónico" que inclui treze remisturas de músicas dos Madredeus realizadas por produtores, músicos e DJs provenientes dos quatro cantos do mundo.

Ainda nesse ano foi lançado o duplo-CD e DVD com o espectáculo "Euforia" gravado com a Orquestra da Rádio Flamenga dirigida pelo norueguês Bjarte Engeset.

Em Maio de 2004 foi editado o álbum "Um Amor Infinito".

Em 2005 lançaram o disco "Faluas do Tejo". É editada também uma compilação de Teresa Salgueiro com os temas gravados a solo.

(1) «Eu e o Pedro já nos conhecíamos através da Fundação Atlântica (...) ao fim de alguns encontros, pensámos que seria interessante primeiro tocarmos juntos e depois fazer um projecto que fosse muito mais acústico [sem bateria, sem baixo, sem instrumentos eléctricos] que a Sétima Legião e os Heróis do Mar, na altura. E estivemos cerca de quinze dias a tocar juntos, em que nasceram logo muitos temas e que percebemos que se calhar ia resultar qualquer coisa dali e que gostávamos de tocar um com o outro. E foi a partir daí. Depois, demorou um ano porque o Pedro tinha muitos concertos com os Heróis do Mar e eu com a Sétima Legião. Mas sempre que tínhamos algum tempo retomávamos as músicas, fazíamos mais músicas, andávamos a pensar numa voz feminina e em mais instrumentos. E isso, foi durante um ano, quase" RL/Vida

DISCOGRAFIA

Os Dias da Madredeus (2LP, EMI, 1987)
Existir (CD, EMI, 1990)
Lisboa (CD, EMI, 1992)
O Espírito da Paz (CD, EMI, 1994)
Ainda (CD, EMI, 1995)
Ambiente Pacífico, Madredeus depois de Jah Wobble (Single, EMI, 1997)
O Paraíso (CD, EMI, 1997)
O Porto (CD, EMI, 1998)
Antologia (Compilação, EMI, 2000)
Movimento (CD, EMI, 2001)
Electrónico (CD, EMI, 2002)
Euforia (2CD, EMI, 2003)
Um Amor Infinito (CD, EMI, 2004)
Faluas do Tejo (CD, EMI, 2005)

Colectâneas

Variações - As Canções de António (1994) - Canção
Filhos de Madrugada (1994) - Maio Maduro Maio
Onda Sonora (1998) - Os Dias São à Noite (Suso Saiz Remix)

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